eu não penso, eu escrevo

28 de fevereiro de 2011

# vocação para amores impossíveis ...

... e para eles, TEMPO.

todo mundo já chorou porque amou demais alguém e depois, por algum motivo essa pessoa saiu da sua vida. eu só não entendo porque eu sempre tenho que amar DEMAIS a pessoa errada - sempre - é quase uma regra, uma lei, uma condição fundamental desse meu coração idiota, é. ele é idiota, porque na maioria das vezes ele SABE que isso vai fazer mal à ele mas ele insiste em fazer essas merdas. têm dias que eu simplesmente ignoro mas ele insiste, pede, reclama, implora e eu acabo cedendo. acho que mais idiota do que ele, SOU EU. é, mas vou fazer o quê ? a gente só consegue mandar no coração até um certo ponto, depois disso ele começa a ter vontade própria, se rebela, fica louco. o meu por exemplo, não me obedece há anos e eu me ferro sempre. SEMPRE. aprendi que não se deve discutir com o coração, se ele quer, deixa ele e pronto, é só não começar as vontades dele como ele quer que uma hora dessas ele esquece e vai tentar outro -Q. o pior  de tudo isso é exatamente esse OUTRO, que nem sempre é um príncipe encantado ou um lobo mau, mas do mesmo jeito faz a gente sofrer como cachorros abandonados -n. a melhor cura pra essa 'ressaca maldita' é o tempo. a gente não precisa se preocupar com o tempo, nem com o que vai acontecer, ele simplesmente se encarrega de fazer tudo e é isso que eu mais gosto nele, sabia ? eu poderia me apaixonar pelo tempo se ele fosse uma pessoa - ignore isso. acontece que eu estou cansada desses idiotas que o meu coração quer, que não servem pra nada, são egocêntricos e egoístas, que são narcizistas e platônicos. o amor deveria ser comprado em lojas de conveniência ou em lojinhas de souvenir, poderia vir em caixinhas e a gente podia guardar e só usar quando bem entendesse.

- é, boa idéia.

4 de fevereiro de 2011

praia

é, praia. quem me conhece sabe quão absurdo é essa afirmação. praia. parece até piada, lendo assim né ? eu, na praia ? hahá. mas eu fui, juro que eu fui e me diverti - MUITO até. eu não fui pelo sol nem pela marquinha que o biquini ia deixar, eu fui pela amizade, pela vontade de passear, pela necessidade de esparecer a mente ... eu fui por um único e simples motivo: sumir. e consegui. duas horas de transito até chegarmos à praia faz a gente esparecer bastante a mente, sabia ? o sol entrando pela janela, o vento batendo no rosto, as pessoas, as ruas, os lugares, a música no fone de ouvido, as coisas passando .. a gente nem atendia o celular. foi um dia perfeito. nem o sol escaldante, as ondas mortais, os faveladinhos metidos à playboys na praia e nem os caixotes que a gente tomou, nem a menstruação fora de hora tiraram o nosso bom humor. pelo menos, o meu não. acho que nem o das meninas. rimos bastante, tentamos um diálogo com um gringo e ainda nos perdemos do ponto de ônibus. foi bom. ninguém acreditou que eu realmente estava inclusa na história mirabolante da terça-feira na praia. marajá. praia dia de terça-feira é pra marajá ou pra quem não tem o que fazer. nem um nem outro. mas foi muito legal mesmo e choveu, né ?
afinal de contas, eu na praia já é raro e em dia de terça-feira então ... HAHÁ.

12 de janeiro de 2011

# eu decidi

amar.
eu não quero saber se me amam ou não. vou amar independente disso. sabe porque ? porque eu descobri que o amor não tem razão. é, ele é completamente louco, infundado, insano. ele ama só pelo fato de se sentir feliz com isso. vou amar então. talvez as pessoas que eu resolvi amar se sintam amadas e resolvam me amar também.
sabe quem eu quero amar ? quero amar ele. não, ele nem é isso tudo que eu imaginei que fosse. acho que ele nem sabe porque eu continuo escrevendo essas besteiras. mas ele sabe que pode fazer meu coração apertar, é por isso que ele esnoba. sabe, meu coração é meio masoquista. ele acha interessante quando as pessoas esnobam ele. dá um motivo pra ele insistir, continuar, entende ? não, você não entende. meu coração é masoquista e louco. ele se joga, não olha pra baixo. ele não me pergunta se eu quero, se eu posso ou se eu consigo, quando vou ver estou lá. ou não. ele é engraçado, ele olha e diz: 'hey, é esse'. eu não disse que sim nem que não, mas ele insiste. é esse e pronto. então é. dizem que o meu 'liga-e-desliga' funciona rápido demais, mas não é. ele funciona na velocidade que é suficiente pro meu coração não sofrer tantos danos. ele é danado, perceptivo e como é sentimentalista! meu liga e desliga não é rápido demais. muitas vezes, ele só fica em stand-by, ele não desliga, ele só espera e espera. e muitas vezes, enquanto espera, vai quebrando a cara por aí ...

# eu não consigo acreditar

no que me tornei.
eu simplesmente não sei mais o que fazer.
eu virei isso aqui. o que você vê ? sinceramente, eu sou suspeita pra falar que não vejo nada. é, nada.
eu virei um motivo, uma desculpa esfarrapada, um por que, uma razão, um pigarro preso em uma garganta, uma vírgula, um ponto de interrogação. eu virei isso. eu me deixei virar isso. eu deixei de ser uma prioridade pra alguém que queria que eu fosse prioridade e me tornei uma desculpa qualquer pra quem queria que eu só fosse uma desculpa qualquer pra ele escapar de suas prioridades. e daí ? durante um tempo, me senti como a desculpa esfarrapada mais bem dada do mundo. me senti como o porque mais bem empregado do mundo. me imaginei como a vírgula mais usada numa biografia, mais nada. eu sou um detalhe. certos detalhes são mais importantes que os assuntos principais, mais visíveis, mas há detalhes que ninguém enxerga, principalmente os distraídos. e adivinhem: eu virei uma distração. é. eu não sei mais quem sou, o que sou ou o porque de estar aqui.
eu nem sei mais porque escrevo. quem me inspira. quem me comove. eu estou insensível. vazia. morta.
e tudo porque entreguei meu coração pra pessoa errada, no momento errado e pelo motivo errado. e eu queria tanto amar àquele que não me diz coisas bonitas o tempo inteiro, que nem sabe que já foi o objeto da minha afeição, que nem imagina que eu queria amá-lo. tudo porque ele não me trata como uma distração, ele me trata como um assunto inesgotável e incessante, como uma notícia interessante que você quer descobrir até o final, como um ponto de exclamação bem empregado, como um motivo bem fundamentado. ele me trata como eu gostaria de ser tratada: como um travessão - que dá sentido à expressão usada, que dá continuidade à frase interrompida, que dá ênfase à fala do personagem. eu decidi amar ele. mas não sei se ele vai me amar. mas não importa.
se sem me amar ele me trata como se já amasse, pra me amar não falta muito. eu espero.
esperei até agora, o que são mais algumas reticências ?