… estou extremamente desorientada. estou perdida, confusa, quase morta de cansaço. não consigo pensar em nada, não consigo realizar nada e pior que isso, não sei mais nada sobre mim. acontece às vezes. acontece todas as vezes que me olho no espelho fazendo alguma coisa que não é meu costume e pergunto: ‘hey, quem é esse ser humano ai ?’ - é. acontece todas as vezes que eu tento me esquivar dos seus olhos e não consigo. fico perdida, é. e eu tenho, sabe ? todo mundo sabe que eu tento, acho que essa semana eu já reclamei umas mil vezes com você: ‘não quero mais te ver, droga. chega!’ - daí vs vem, com aquela desculpa ridícula: ‘ok, não precisa mais me ver se não quizer, mas eu te ligo assim que eu chegar em casa.’ - daí eu sento e fico esperando o telefone tocar e tem um bicho dentro de mim que pula toda vez que o telefone toca, como se fosse um cachorrinho quando vê o dono chegar - e eu não entendo mais nada. eu queria que meus amigos estivessem aqui perto agora pra eu poder gritar, chorar e fazer aquelas merdas que eu faço quando estou nervosa sem que me chamem de louca, como estou me chamando agora. porque na realidade, é como me sinto. no fundo, no fundo, eu sei que ele faz isso só pra me provocar, pra mexer com o bichinho que eu tenho aqui no peito .. no fundo eu sei que eu não sou nada demais, nada importante. sou só eu, mais nada.
vou confessar que o meu coração pára de vez em quando e que a respiração enfraquece. não estou doente - acho - só estou .. como é mesmo o nome ? é, apaixonada. é, paixão mesmo. aquela coisa doentia que sufoca e não deixa a gente comer nem dormir direito. aquele troço implicante que cutuca o peito da gente toda vez que vemos o motivo do nosso desespero. é, desespero. estou assim hoje. você não sabe porque acordo as 5 da manhã pra escrever. vou explicar porque, é que nas últimas 4 horas eu fiquei pensando com os olhos fechados, uma forma de me livrar disso tudo por mais 4 horas, enquanto vou fazer minhas coisas de costume. é, eu só preciso confessar. expulsar. jogar tudo no vento. vou cofessar que o meu sorriso sai assim, sem querer às vezes. e que nem sempre eu tenho um motivo aparente ou uma razão óbvia. só sai. às vezes é na rua, no carro, num cruzamento, no ônibus, no metrô, na van. só sai. acho que ficam me olhando e imaginando mil coisas. que se danem ! - é. eu só queria ser tão feliz quanto às vezes aparento ser.

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pior do que quem fala o que pensa, é quem escreve.